terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Teoria conspiratória de dominação mundial,

O título é esse porque achei legal, mas não é bem disso que se trata.
Perceba, alguns dizem que somos controlados pela mídia, outros dizem que somos controlados pelo governo, e alguns insistem que as religiões dominam o mundo com seus seguidores fanáticos.
Mas é um fator comum que todos saiam por aí dizendo "somos controlados por ******* abram seus olhos, reivindiquemos nossa liberdade e nossos direitos", ok, abri meus olhos, já sei o que me controla? Sou mesmo controlado? Onde estão as provas?

Nãooooo, calma aí, não vou desmentir os fatos e dizer que Veja e Folha não são manipuladoras, só mostrarei minha opinião.
Que a Veja é manipuladora, todos sabem, que a mídia toda a é, ok, mas onde está o problema já que sabemos que ambas são manipuladoras? Aparentemente todos concordam com esse fato, se todos concordam e sabem que são manipulados, quem elas irão manipular?
Deixando isso de lado um pouco, antes que eu me esqueça algo que queria falar, vamos pra outra parte... Olhe o mundo, faça uma bola que se parece com a Terra na mente... Imagine as pessoas que sabem que estão sendo manipuladas (ou supõe que estejam) as redor do mundo, são muitas não? Mas elas continuam a viver normalmente, não sejam realmente manipuladas, mas porque o sistema não permite coisa diferente.

Ok, que coisa óbvia. Mas continuando, esse sistema que começou a se moldar a muito tempo atrás e conseguiu se consolidar com a revolução industrial, o capitalismo, acúmulo de capital acima de tudo, agora voltando ao início, quem mesmo controla tudo? O capitalismo!
Grandes empresas, banqueiros, empresários bilionários, eles fazem o governo ficar do lado deles, eles conseguem (só porque seria mais lucrativo para eles) fazer o governo tomar posições contrárias as da população.
E quem dá dinheiro pra eles é a população.

Ouvi dizer também que essa crise capitalista tem alguns motivos interessantes:
- Acumular capital demais: Empresas só querem acumular, tirando dos outros, mas se o dinheiro está cada vez mais acumulado na mão deles, os outros não tem.
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preguiça de continuar, falta falar do google, redes sociais...

domingo, 30 de outubro de 2011

Dúvida,

Duvide de tudo o que ouve e o que te passam como verdade, busque outras fontes, não acredite de primeira

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Primaveril,

A semente que nasceu em 1848 guiou o rumo do mundo todo o século seguinte. Foi ela a base para a Revolução Russa do início do século passado, com a revolução se instaurou a primeira república de caráter socialista, e essa república foi uma das protagonistas da Guerra Fria, por exemplo.
Agora, se na Primavera dos Povos a organização do proletariado e do povo contra as forças de opressão resultaram nisso, imagine se isso ocorresse novamente agora, o que iria acontecer?
O capitalismo passou por algumas crises, a que sucedeu a década de 1840, uma crise de superprodução e pouco consumo, poderia ter levado a sistema para baixo, não fosse a solução que os capitalistas encontraram.
Essa solução foi o imperialismo, criar um mercado consumidor na África e explora-la, bem como em outras colônias pelo mundo. Isso ocasionaria a primeira guerra mundial.

Mas o que eu queria escrever era que, voltando lá, nessa Primavera dos Povos "Árabe" , com ondas revolucionárias não só pelos países Árabes, como também na Itália, Grécia e no próprio Estados Unidos, apesar de não possuírem todas objetivos idênticos, são parecidas.
Se na África o objetivo era tirar regimes autoritários do poder, nos outros países essa luta é contra o próprio sistema, cada vez mais bem observado pelas pessoas.
Em comum, essas revoluções são organizadas e realizadas pelo povo, com ferramentas modernas como a internet e se, em 1848 já causou em "estrago" enorme do século seguinte, o que essas irão causar?
E a nova crise em que se encontra o sistema, como ele a irá superar? Já usaram a Guerra para superá-la, a submissão de outros povos, mas agora, num mundo ao mesmo tempo mais alienado e mais atento, qual solução?
É claro que essas revoluções tem que ser organizadas e com um propósito, pois, muitos apenas lutam para amenizar a opressão do sistema atual, não sabendo como, apenas querem isso. Não basta, é necessário além da organização, um plano para o futuro, como se luta contra algo apenas para tirá-lo do poder? As chances de vencer são menores.
Se tudo ocorrer bem, aprendermos com nossos erros passados e lembrarmos da história, não será mais uma utopia não alcançada, pode dar certo e, não digo derrubar o sistema atual, mas mudá-lo a favor da maioria que sempre foi discriminada.
Nunca estivemos tão perto disso e ao mesmo tempo tão longe, um passo numa direção consolida o capitalismo mais uma vez o retirando da crise, um passo um pouco mais ao lado, gera esperanças de mudanças.
Será que era isso mesmo que eu queria escrever?


Primavera,

Os ideais difundidos na Revolução Francesa que procuravam garantir o direito à liberdade e propriedade, à igualdade perante a lei e a resistência à opressão para todos não se perderam completamente com o fim dela.

As monarquias absolutistas européias se esforçaram para extinguir esse pensamento revolucionário francês que tanto as ameaçava, o maior exemplo disso é o Congresso de Viena de 1815, onde as monarquias poderosas da Europa formaram uma aliança, prometendo ajuda mútua contra qualquer revolta desse tipo. O que não impediu que ideias liberais nascidas na Revolução Francesa se difundissem pelo velho continente no início do século XIX.

Porém, as políticas repressoras contra a população não bastaram e após 2 anos de péssimas colheitas entre 1846 e 1848 e da queda do consumo de produtos industrializados que demitiu milhares de operários, revoluções começaram a surgir ao mesmo tempo por toda a Europa.

Essa época de revoluções de caráter operário no ano de 1848 ficou conhecida como primavera dos povos.Ela derrubou a monarquia francesa instaurando uma república parlamentar, fez surgir levantes populares na Alemanha, Áustria e Itália e é muito importante para a história da luta de classes pois nela, pela primeira vez, o operário se politizou como força autônoma e exerceu seu protagonismo tomando partido próprio e lutando pelos seus interesses.

Essas revoluções tinham a perspectiva de um amanhã que não fosse apenas a continuação do hoje, mas que incorporasse conquistas para essa classe.

Após a primavera dos povos, a Europa não se transformou definitivamente, mas essa organização política dos operários fez com que eles adquirissem consciência do seu papel e da sua importância e possibilitou que se organizassem em futuras revoltas, como a Comuna de Paris e a Revolução Bolchevique.

Durante a primavera dos povos, Karl Marx publicou o Manifesto Partido Comunista, que defendia a mobilização dos trabalhadores e sua politização. Na mesma época também ocorreu a primeira grande crise do capitalismo, com a sobreprodução e a falta de consumidores, a solução para essa crise foi encontrada posteriormente no imperialismo.

domingo, 10 de abril de 2011

Escrita2,

Com intuito de melhorar minha habilidade dissertativa, tento escrever mais um resumo de um livro já lido, Perfume, e impor minha opinião e pensamentos sobre as ideias do livro, passar ideias para o papel, ou para o blog. :D

O livro é bem impactante, talvez pelo modo grosso de descrição e as vezes até exagerado. Já começa com Grenouille nascendo em meio a peixes e suas vísceras no lugar mais fedorento de Paris (só por descrever o fedor da cidade o autor construiu em minha mente uma imagem do lugar, só falando do cheiro! Eu gostei disso) e com sua mãe sendo condenada por infanticídio e morrendo decapitada.
Nos horrores da cidade, sua nojeira e o desgosto de imaginá-la, começa a história de um menino sem cheiro que tem um super olfato, esse super olfato faz com que ele enxergue com o nariz, quando criança sai no escuro para pegar lenha sem lanternas e não tropeça em nada, sabe onde madame Gaillard perde o dinheiro, começa a descobrir os cheiros antes das palavras, começa a distinguir não somente o cheiro da madeira do da terra, mas o do pinheiro, carvalho, olmo com o do barro, areia e pedras.
Grenouille se mostra extremamente resistente, como se não pudesse morrer enquanto não tivesse feito algo extraordinário. Trabalha com um perfumista, mas não vou narrar sua vida cronológicamente, vou a alguns pontos interessantes.
Grenouille guarda dentro de si todos os aromas que já sentiu, como que em adegas, onde pode sempre se embebedar com eles, ao sentir o cheiro dos campos começa a se afastar gradativamente do homem, e a repugnar o cheiro deles, somente vivendo dos aromas que já cheirou, chega ao ponto de morar no topo de uma montanha sem sentir cheiro humano por 7 anos.
Como não preciso me preocupar com spoilers, posso ir pra melhor parte, quando Grenouille percebe que não tem cheiro e então parte numa jornada para descobrir seu cheiro, volta à sociedade e começa a desenvolver perfumes, que aplica nele mesmo quando quer ser notado, pois sem o perfume ele passa totalmente desapercebido.
Grenouille então quer fazer o perfume perfeito, e para isso lembra do melhor cheiro que já sentiu, o de uma jovem menina.
Vai para Grasse, cidade de perfumistas, lá aprende técnicas que consegue aplicar para extrair o cheiro de seres vivos e também lá sente um aroma novo, sem igual no mundo, por trás dos muros de uma casa.
No final ele cria um perfume com a essência de várias jovens, o perfume que é o amor puro, a ingenuidade das jovens, sua naturalidade, ele cria um perfume que desperta nas pessoas o completo amor, sem que as pessoas percebam isso, com esse perfume ele parece maravilhoso para os outros.
Com seu perfume criado, não existe mais razão para Grenouille viver, ele poderia dominar o mundo com seu perfume, mas volta para Paris, no meio de uma roda de mendigos e prostitutas que se aquecem no fogo e se esborrifa com seu perfume, as pessoas da roda imediatamente começam a senti-lo, querem tocá-lo, amá-lo, elas são dominadas pelo seu mais primitivo sensor e loucas de paixão devoram Grenouille, arrancam seus membros e todas levam um pedaço para casa, só voltando depois de devorarem por completo a relíquia que haviam conseguido, depois voltam ao normal, nenhum dizendo uma palavra, mas tendo sido essa a primeira vez que fizeram algo por amor e o sentiram.
Uma passagem do livro diz que ninguém escapa ao cheiro, pois é fácil tapar os ouvidos quando não se quer escutar algo, ou fechar os olhos quando não se quer ver, mas é impossível ficar para sempre sem sentir o aroma de algo, pois esse ato se efetua junto à respiração, é impossível viver sem respirar, então o aroma sempre penetra nas pessoas, e quem dominar os aromas dominará as pessoas,
Enfim, um bom livro, pensei em várias coisas no meio dele, mas como disse no ultimo post, acabei esquecendo tudo que pensei

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Escrita,

O grande problema do momento, ninguém mais sabe escrever, ninguém tem vontade de escrever.
Outro problema com os mesmos motivos desse, alguém que fique muito tempo pensando em algo e não tenha com quem compartilhar, quando precisar explicar ou dissertar sobre o que pensava encontrará uma grande dificuldade.
Mais um problema, ninguém se lembra daquela teoria espetacular (no momento pareceu) que criou ontem, ninguém lembra daquilo que queria falar com outra pessoa quando a encontra e só lembra depois, quando essa já se foi.
A solução: listas, marcar por tópicos, palavras que remetam ao conteúdo inteiro, hoje em dia a informação é muita, tanta que você esquece até mesmo aquela explicação perfeita do professor de como viajar no tempo possui embasamento científico e teórico, não é uma coisa pra se esquecer, preciso compartilhar mais minhas ideias, escrevê-las talvez, mas nunca deixa-las desvanecer, exercitar um modo prático para expô-las e etc,
Pode trocar esse "ninguem" e "alguem" do texto por "eu"

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Lacuna cultural na história brasileira,

Antes de começar vou estabelecer uma escala, começando por seus avós, depois passando por seus pais até chegar a você.
Claro que essa escala depende da idade de cada um, mas imagine o seguinte, seu avô nasceu antes da ditadura, seu pai nasceu durante a ditadura e você depois, ok.
O Brasil, desde sempre, pode ser descrito como um choque de culturas, uma mistura intensa de raças, e isso é de conhecimento de todos, isso ajudou a fundar a cultura brasileira, diferente da Européia, diferente da Africana, diferente de todas.
Enquanto na Europa as óperas tomavam conta do cenário sendo apresentadas aos reis e suas cortes, o batuque era o principal "estilo musical" na África. A música e arte era feita na Europa principalmente para os reis, assim se dão seus temas restritos e monótonos, no Brasil isso mudou, um exemplo disso é Domingos Caldas Barbosa, filho de português e uma escrava. Apesar de estudar em Coimbra (só existia essa universidade?) ele introduziu em suas músicas um pouco da senzala, do romance, coisas que a corte portuguesa não conhecia, ele introduziu a expressão e sentimento que faltava a algumas músicas portuguesas, criou o estilo conhecido como modinha.
Ficou famoso não só no Brasil, encantou estrangeiros com o que havia criado.
Passa-se muito tempo (Domingos morreu em 1800) e tudo o que era desenvolvido no Brasil chegava a Portugal sob uma atmosfera, ao mesmo tempo, de medo e censura e excitação e novidade, as danças mais atrevidas do Brasil (tinha uma dança da Umbigada, que era tipo um créu do século XIX onde se formava uma roda e o homem saudava a mulher com a "umbigada", e ela retribuía) fizeram certo sucesso em Portugal, por se tratar de algo novo, logo as festas nos castelos eram mais animadas e acabavam com os membros da corte e convidados dançando descalços.
A música brasileira foi evoluindo, tanto que no início do século XX existia uma matéria na escola que ensinava a teoria musical, e o solfejo, que nada mais era do que cantar as notas musicais em sequência, no início do século passado a cultura era "ensinada" na escola, era passada para o futuro da nação, o discernimento, a propriedade de escutar e saber criticar tipos de arte era passada, porque o ignorante não é aquele que não sabe, é aquele que tem oportunidade de conhecer e simplesmente a julga inútil.
A música e arte brasileira chegou a Paris, onde foi recebida com certa alegria e fervura, a cultura brasileira, tão mestiça era ouvida longe, até que os Anos de Chumbo chegaram.
Há quem diga que a ditadura fez a arte brasileira aflorar, em músicas, poemas e peças contrárias ao movimento dos militares, que poetas e cantores tiveram inspiração na resistência, mas eu não acho que seja assim.
Ao mesmo tempo que milhares de músicas foram criadas e censuradas, poetas foram exilados, escritores foram presos por vestir a camisa do Paraguai, foram esquecidas as crianças dessa época que, como Karl Mannheim já havia citado, são fundamentais para o futuro de qualquer país, pois o que se faz com elas é o que elas farão com a sociedade no futuro.
Lembra do esquema que propus no início do post? Pois, essa é a época de nossos pais, eles foram essas crianças censuradas, que foram proibidas de ouvir Chico Buarque, as músicas cheias de metáfora contra a ditadura de Raul Seixas, de ler Paulo Coelho (esse que era amigo de Raul, tem uma história interessante sobre os dois).
Essas crianças, ao sofrerem intensa censura, foram privadas da ópera do começo do post, da modinha de Domingos Caldas Barbosa, passaram a aprender que música se relacionava com atitudes anti-ditadura, que arte não era necessária (essa é a minha visão, não vivi nessa época, mas pelo que andei vendo era isso mesmo) e o discernimento foi tomado dessas crianças, essa geração, que para alguns é um ápice de cultura reprimida, pra mim é um vazio, não pelo que deixou de ser criado, mas pelo que deixou de ser ensinado às crianças.
Espero ter conseguido me expressar para finalmente chegar a nós, passando nossos avós e pais, chegamos ao século XXI, nada de ditadura, nada de censura (em termos), suposta liberdade para a imaginação, para criar, mas onde está a criação?
Mesmo com o fim da ditadura, as aulas de solfejo não voltaram, não voltaram a nos ensinar nas escolas o que é realmente necessário, voltaram a pregar o decoreba, como nos anos de chumbo, cicatrizes da ditadura? Não sei disso.
Esse buraco que a ditadura criou gerou a juventude atual, superficial, corriqueira, acomodada, uma juventude que não se aprofunda em nada, que pensa que ler as manchetes na internet é se informar, que acha ópera idiota sem saber mesmo o que é, que odeia MPB sem saber o que é, que ignora a história, eu mesmo faço parte disso.
Sem o conhecimento básico para saber escutar, ver e criticar, nos acomodamos no que a TV e as mídias nos apresentam, é como comer muito cachorro quente, você se acostumou a comer cachorro quente, quando alguém lhe oferece nhoque ao molho branco com ervilhas você diz "não, não, cade meu cachorro quente de sempre?" isso acontece também com a gente entre o arroz e feijão e o sushi por exemplo.
Nós não procuramos a cultura mais, não aprendemos a criticar corretamente, só aprendemos a gostar do que nos é colocado, pelo ato da repetição, poucos ainda conseguem enxergar além disso.
Tudo isso pode se divergir pra diversos assuntos, como a falta de criação artística desse século, que tende mais a recuperar coisas passadas do que a criar novas, mas isso já aconteceu muito no passado também, pode se dizer que a vida e a história são feitas de ciclos que se repetem com certo período e que evoluem em outros, acho melhor parar por aqui mesmo, boa noite.